Cadastre-se para receber novidades por e-mail.
Utilizaremos seus dados exclusivamente para comunicações da nossa empresa. Ao informar meus dados concordo com a Política de Privacidade.
Compartilhe:
Índice do Conteúdo

O debate sobre a jornada de trabalho chegou ao setor de facilities

A proposta de redução da jornada semanal para 40 horas e o possível fim da escala 6×1 têm mobilizado empresas de diversos segmentos, especialmente aqueles que dependem de operações contínuas e intensivas em mão de obra.

No setor de facilities, serviços como limpeza, portaria, recepção, controle de acesso e manutenção frequentemente exigem cobertura em finais de semana, feriados e períodos noturnos, tornando a gestão das escalas um tema estratégico.

Mais do que uma questão trabalhista, a discussão envolve a capacidade de atrair, reter e desenvolver profissionais em um mercado cada vez mais competitivo.

Como a PEC pode impactar os contratos de facilities

Fim da Escala 6x1: Redução da jornada de trabalho em facilities.

Além da redução da jornada de trabalho, a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados traz um aspecto especialmente relevante para empresas que atuam com terceirização de serviços, que terão que revisar estruturas operacionais, dimensionamento de equipes e planejamento dos recursos necessários para a execução dos serviços.

O texto também prevê que a adaptação dos contratos ativos deverá ocorrer por meio de aditamento contratual, preservando o equilíbrio econômico-financeiro originalmente pactuado. A medida contempla contratos de prestação de serviços, incluindo atividades diretamente relacionadas ao setor de facilities, como limpeza, conservação, manutenção e controle de acesso.

Outro ponto importante é que a proposta preserva a possibilidade de adoção de regimes diferenciados previstos em acordos e convenções coletivas, como a jornada 12×36, amplamente utilizada em operações que exigem cobertura contínua.

O desafio vai além da legislação: a escassez de mão de obra

A mudança nas regras de jornada ocorre em um momento particularmente desafiador para empregadores de setores intensivos em mão de obra.

Segundo a Pesquisa de Escassez de Talentos 2025, do ManpowerGroup, 81% das empresas brasileiras relatam dificuldades para preencher vagas, um dos maiores índices já registrados pelo levantamento. Ao mesmo tempo, dados do IBGE mostram que o país vive um cenário de desemprego historicamente baixo, aumentando a competição entre empregadores.

Além disso, estudos do IPEA e análises do FGV IBRE apontam que fatores como a expansão da economia de plataformas e a busca por maior flexibilidade têm influenciado as escolhas dos trabalhadores.

Para o setor de facilities, essa realidade representa um desafio adicional. A atração de profissionais depende também da capacidade de proporcionar jornadas compatíveis com as expectativas dos trabalhadores.

Em um cenário de escassez de mão de obra, compreender como os diferentes modelos de jornada impactam a experiência dos colaboradores torna-se cada vez mais relevante para as estratégias de atração e retenção de talentos.

Qual escala faz mais sentido para cada operação?

Não existe uma escala ideal para todas as operações. A definição do modelo de jornada deve considerar fatores como horário de funcionamento, necessidade de cobertura contínua, perfil da mão de obra disponível e características do contrato.

No setor de facilities, diferentes tipos de contratos exigem soluções diferenciadas para garantir cobertura operacional, produtividade e conformidade trabalhista. Essa diversidade já é reconhecida pela própria Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. A CCT do SIEMACO-SP, por exemplo, admite a adoção da escala 4×2 em razão das características e singularidades das atividades desenvolvidas, desde que sejam respeitados os limites legais e convencionais de jornada.

As evidências apresentadas por estudos da OIT, da OMS e por pesquisas sobre qualidade de vida no trabalho indicam que jornadas com maior previsibilidade e períodos adequados de descanso tendem a favorecer o bem-estar dos profissionais e a reduzir fatores associados ao desgaste físico e mental. No entanto, a escolha da jornada deve considerar também as necessidades específicas de cada operação.

Escala 5×2: mais aderência a operações corporativas

Muito utilizada em escritórios corporativos, centros administrativos, condomínios empresariais e contratos com funcionamento predominantemente em horário comercial, a escala 5×2 oferece maior previsibilidade para os colaboradores e favorece a conciliação entre trabalho e vida pessoal.

Por outro lado, pode exigir reforço das equipes em operações que demandam cobertura aos finais de semana e feriados.

Escala 12×36: alternativa consolidada para operações contínuas

Amplamente utilizada em hospitais, condomínios residenciais, centros logísticos e shoppings, a jornada 12×36 permanece como uma das principais alternativas para operações que exigem funcionamento ininterrupto.

A própria Convenção Coletiva do setor contempla regras específicas para essa jornada, reconhecendo sua aplicação em atividades que demandam cobertura contínua e organização diferenciada do trabalho. Além disso, a CCT estabelece condições específicas relacionadas ao trabalho noturno realizado nesse regime, em conformidade com a legislação trabalhista vigente.

Entre suas características estão a cobertura eficiente de atividades 24 horas, intervalos mais longos entre jornadas e maior previsibilidade para os profissionais.

Escala 4×2: alternativa prevista na Convenção Coletiva, mas com desafios para retenção

Prevista na Convenção Coletiva do setor, a escala 4×2 pode ser adequada para determinadas operações com funcionamento contínuo.

No entanto, a alternância frequente dos dias de folga tende a reduzir a previsibilidade da rotina dos colaboradores, o que pode representar um desafio adicional em um cenário de escassez de mão de obra e crescente valorização da qualidade de vida.

Os desafios da adaptação

Embora jornadas mais equilibradas possam contribuir para a atração e retenção de profissionais, sua implementação exigirá planejamento por parte de prestadores de serviço e contratantes.

A eventual redução da jornada poderá demandar revisões de dimensionamento das equipes, planejamento operacional e adequação dos contratos. Além disso, a definição das escalas exigirá análises cada vez mais criteriosas para equilibrar continuidade dos serviços, conformidade trabalhista e expectativas dos profissionais.

Nesse cenário, a gestão estratégica da força de trabalho ganha ainda mais relevância.

Uma oportunidade para fortalecer a gestão de pessoas

A discussão sobre o fim da escala 6×1 vai muito além da adequação legal.

Para empresas de facilities, ela representa uma oportunidade de repensar a forma como as jornadas são estruturadas, equilibrando eficiência operacional, qualidade dos serviços e experiência dos colaboradores.

Mais do que definir uma escala padrão, o desafio está em identificar o modelo mais adequado para cada operação, considerando as necessidades do cliente, o perfil dos profissionais e as exigências do serviço.

Em um cenário marcado pela escassez de mão de obra, a gestão estratégica das escalas tende a se tornar um fator cada vez mais relevante para a atração e retenção de talentos, contribuindo para a sustentabilidade dos contratos e para a qualidade das operações.

Como a Guima tem se preparado para esse cenário

Imagem 2 3 - Fim da Escala 6x1: Como as novas jornadas podem impactar a gestão de pessoas em facilities

Independentemente dos desdobramentos da proposta em tramitação, a discussão sobre jornadas de trabalho reforça temas que já fazem parte da rotina da Guima: atração de profissionais, retenção de talentos, planejamento operacional e qualidade dos serviços.

A empresa acompanha continuamente as transformações do mercado e os possíveis impactos das mudanças nas jornadas, avaliando alternativas que conciliem as necessidades de cada contrato, a conformidade com a legislação e o bem-estar dos colaboradores.

Esse trabalho envolve ações estruturadas de recrutamento, treinamento e desenvolvimento profissional, além da análise permanente dos modelos de escala adotados em cada operação.

Em um mercado cada vez mais competitivo na disputa por mão de obra, encontrar o equilíbrio entre eficiência operacional e experiência do colaborador será um dos principais diferenciais para a sustentabilidade das operações. É com esse olhar que a Guima acompanha as mudanças do setor e apoia seus clientes diante dos desafios e oportunidades que surgem nesse cenário.

Quer entender como as nossas soluções podem ser personalizadas para a realidade da sua empresa?

Ao informar seus dados você concorda com nossa Política de Privacidade.

A Guima Conseco se preocupa com você e sua privacidade

O nosso site usa cookies e outras tecnologias para personalizar a sua experiência e compreender como você e os outros visitantes usam o nosso site.
Ao navegar pelo site, coletaremos tais informações para utilizá-las com estas finalidades. Em caso de dúvidas, acesse nossa Política de Privacidade.

Aceito